talvez
seja, sa-u-da-de,
essa
ardência que sinto, quando penso em você
envolvida
por tesão, quando lembro das saliências que me falaste
que
pulsante mente, me fazem reviver nossos
beijos apressados.
pode
ser também, ca-rên-ci-a,
a louca vontade
de sentir-te sob mim, belo e suado,
ouvir
tua respiração dançante,
e
descansar a vida em seu peito.
há
um tanto de de-mên-ci-a,
isso de cultivar o ausente,
semear o inexistente,
acalentar-se em momentos
efêmeros de amar!
[amar-além-mar]
e
poesias-utopias escrever no corpo de um eu-lírico latente.
provavelmente
poderia/posso a-mar,
legitimar
o título de louca,
meditar
sob precipícios,
declarar a-mar,
[dançar-navegar-compartilhar]
a
dialética das lutas, a beleza das flores e a esperança na revolução.
mas,
tem o Sartre ra-zão que,
“um
amor,
uma carreira,
uma revolução:
outras tantas coisas que
se
começam sem saber como acabarão.”
(Jailma, Janeiro de 2014.)
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