a história há frio...
que congelam corações
naturalizam a dor e a opressão
sem aparente razão.
a história faz um frio...
que construíram a propriedade privada
inventaram um tal de capital
e a mais-valia passa alimentar
o refrigerador imperial.
a história faz frio...
de nos colocar camisas neoliberais
das mais diferentes “marcas”,
[na classe trabalhadora]
“modelos”,
[de implantação de expropriação]
“estilos”,
[de invasão]
e a luta em descenso.
a história faz tanto frio...
congelando a função social da terra,
encastelando tetos,
mantendo o Estado no polo norte,
[as injustiças no polo sul]
e a burguesia entorpecida de sorvete
em suas estruturas.
a história faz sempre tanto frio...
que carecem de dados
sobre as e os que sempre tremeram!
mantendo acesa a utopia
em velas de luto,
no calor do companheirismo,
em poesia que aquece os ouvidos,
na mística dos corações,
nas chamas forjadas na luta
e no sonho da fogueira
da revolução.
(Jailma, 25 de Janeiro de 2014)
* Em dias de reflexão sobre a luta do povo.