ás vezes, amargos
malgrados
as utopias respiram
em meio as pedras
e mãos calejadas.
ás vezes, festivos
inspiram
a delícia de existir
muito embora
o capital-neoliberal persistir,
a alegria insiste em
resistir.
ás vezes, solitários
para mulheres, homens e
crianças
que esperam () ausente
arrancad()s pelos golpes
do sistema
em um país
que aprisiona a Memória
e
ensurdecid()s não ouvem
- MÉMORIA, VERDADE,
JUSTIÇA!
ás vezes, de reflexão
as desigualdades
da luta de classes doem
as ofensivas nos massacram
os cheiros dos
horizontes
ficam
mais difícil de ser aspirada
pelas ventas
contaminadas
e não sentidos pelos
poros...
para percamos de vista nossas causa.
ás vezes, agoniantes
estuda-se,
pensa-se,
silencia-se,
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ou tenta-se
parir
qualquer coisa
que lembre
poesia.
sábados...
mas em algum dia de sábado,
haveremos de derrubar as
muralhas
tudo passará a ser válido
[menos o lucro sob a
vida],
e o povo viverá sem patrão.
(Jailma, 09/08/14)
*Em dias sei lá...