domingo, 23 de março de 2014

Na verdade...


Espero-te,
com toda a demência
adjetivada as loucas.
[(in)consciente]

Aguardo-te,
com a utopia
típica de quem sonha,
capaz de transfigurar-se
em mar,
em amar.

Anseio-te,
em toque terno,
saliente,
quente,
sem pudor.

Rabisco-te,
em poesia
     barroca  
     moderna
     existencial
     marginal
em sambas
que estremecem
ou entristecem.

Vivo-te,
nos versos,
livres,
           não ditos,
nem vividos
           pela razão,
mas escrito,
                        entre o calor
                                   dos corpos.

Jaima Lopes,
23/03/2014.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Cansaço


CANSADO DIA. Coração apertado. Cabeça cheia. Braços vazios. TERNURA gritante. Não sei, não sei... o que fazer com minha ternura? Gostaria de tocá-la, acaricia-la, materializa-la! Mas não, não tenho conseguido! Escapa-me pelos dedos, transcendendo meu corpo, transfigurando o meu ser. Os dias tem sido de lutas, a utopia meu horizonte. Mas sintoooooooo... sinto entorpecida mente a necessidade de abraçar e acalentar-me em ternura. Descansar o mundo em teu colo e compartilhar cafunés de saudade. Perdoem, mas sinto que a vida vai muito além dos retóricos “estou bem”.

Sinto-me triste. Meus sentidos andam tintilando. Não é possível que nossos dias sejam reduzidos a labutas. Cadê a ternura nos corações dos homens e mulheres embrutecidos (as) em dissabor?!

E em meio a sede de justiça no mundo e da ternura...
Devaneio, devaneio, desvaneio...

(Jailma, Março de 2014)