domingo, 9 de março de 2014

Meu bem

aceitarei os sentimentos quando virem
como os peixes nadam belamente livres...
por que sujeitos de relações e imateriais somos...
assim, livres o és para ires.

aceitarei os sentimentos quando virem
pelos gozos espontâneos, cheiros intransponíveis, beijos salientes...
importando-me apenas e somente, estarmos compulsivamente leves...
por isso, amarras não se pressupõem.

aceitarei os sentimentos quando virem
pois é poesia, autonomia, revolução...
e sentir me basta (“certo”, “errado”, ou “torto”)!
      não interessando-me explicações racionais.

aceitarei os sentimentos quando virem
       seja de saudades, adeuses ou nenhum deles...
por que necessito contempla-los
                seja com intensidade, ingenuidade ou não sendo saudável
                os apreciarei subjetivamente e carnalmente
                     sem necessidade de expectativas
                mas pensando que sentir é viver o inexplorado.

(Jailma, 22 de Dezembro de 2013)

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