aceitarei os sentimentos quando virem
como os peixes nadam belamente livres...
por que sujeitos de relações e imateriais somos...
assim, livres o és para ires.
aceitarei os sentimentos quando virem
pelos gozos espontâneos, cheiros intransponíveis, beijos
salientes...
importando-me apenas e somente, estarmos compulsivamente leves...
por isso, amarras não se pressupõem.
aceitarei os sentimentos quando virem
pois é poesia, autonomia, revolução...
e sentir me basta (“certo”, “errado”, ou “torto”)!
não interessando-me
explicações racionais.
aceitarei os sentimentos quando virem
seja de saudades,
adeuses ou nenhum deles...
por que necessito contempla-los
seja com intensidade, ingenuidade ou não sendo
saudável
os apreciarei
subjetivamente e carnalmente
sem
necessidade de expectativas
mas pensando que
sentir é viver o inexplorado.
(Jailma, 22 de Dezembro de 2013)
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