sexta-feira, 21 de março de 2014

Cansaço


CANSADO DIA. Coração apertado. Cabeça cheia. Braços vazios. TERNURA gritante. Não sei, não sei... o que fazer com minha ternura? Gostaria de tocá-la, acaricia-la, materializa-la! Mas não, não tenho conseguido! Escapa-me pelos dedos, transcendendo meu corpo, transfigurando o meu ser. Os dias tem sido de lutas, a utopia meu horizonte. Mas sintoooooooo... sinto entorpecida mente a necessidade de abraçar e acalentar-me em ternura. Descansar o mundo em teu colo e compartilhar cafunés de saudade. Perdoem, mas sinto que a vida vai muito além dos retóricos “estou bem”.

Sinto-me triste. Meus sentidos andam tintilando. Não é possível que nossos dias sejam reduzidos a labutas. Cadê a ternura nos corações dos homens e mulheres embrutecidos (as) em dissabor?!

E em meio a sede de justiça no mundo e da ternura...
Devaneio, devaneio, desvaneio...

(Jailma, Março de 2014)

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