CANSADO DIA. Coração apertado. Cabeça cheia. Braços
vazios. TERNURA gritante. Não sei, não sei... o que fazer com minha ternura?
Gostaria de tocá-la, acaricia-la, materializa-la! Mas não, não tenho conseguido!
Escapa-me pelos dedos, transcendendo meu corpo, transfigurando o meu ser. Os
dias tem sido de lutas, a utopia meu horizonte. Mas sintoooooooo... sinto
entorpecida mente a necessidade de abraçar e acalentar-me em ternura. Descansar
o mundo em teu colo e compartilhar cafunés de saudade. Perdoem, mas sinto que a
vida vai muito além dos retóricos “estou bem”.
Sinto-me triste. Meus sentidos andam tintilando.
Não é possível que nossos dias sejam reduzidos a labutas. Cadê a ternura nos
corações dos homens e mulheres embrutecidos (as) em dissabor?!
E em meio a sede de justiça no mundo e da
ternura...
Devaneio, devaneio, desvaneio...
(Jailma, Março de 2014)
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