Hoje, só hoje, quero beber um conhaque de ilusão e desilusão.
Para tirar-me desse tédio.
Para esquentar essa dor de impotência do não ser.
Dar um empurrão nesse silêncio gritante
Que está tomando conta de mim sem explicação
As quais me socorrem a esses versos, que não precisam de nada mais do
que eu mesma.
Fadiga-me a vontade de sentir e dar sentido.
Fadiga-me esse vazio, que toma conta de mim.
Fadiga-me essa sensibilidade gritante, que clama em meus olhos.
Fadiga-me o estar, os ser, o nada, o tempo...
Fadiga-me essas verdades que não consigo tocá-las.
Fadiga-me as não verdades, que transcendem invisíveis.
Fadiga-me as procuras inúteis.
Fadiga-me sentir tudo isso.
Fadiga-me, fadiga-me, fadiga-me...
Ando sempre muito distraída, impaciente, indecisa.
Sei que é muito confuso, não ouso em desejar que alguém entenda.
Não quero provar nada pra ninguém.
Acho que o que mais quero é “provar, que não precisamos provar nada pra
ninguém.”
Por que no final, tudo é expressão.
Talvez entender, seja só questão de ser.
O momento é de euforia,
A fase de estramento veio e não vai mais.
Os questionamentos me perturbam.
Pensar é a minha libertação.
Ressignificar minha condição.
(Momentos conturbados de 2011)
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