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índia, negra, esfarrapada
libertemo-nos das convenções ridículas
impregnadas culturalmente na história e nas relações de dor
enquanto, nos fazem meras técnicas de fogões
que alimentam os pais, maridos, filhos, companheiros, guerreiros – heróis das nações.
- EM PONDEREMO-NOS!
E teremos voz, vida, HISTÓRIA!
camponesa, sem terra, marginalizada
livremo-nos das “cercas de sangue” das terras e das vidas
dos seculares latifúndios de injustiças e da apropriação do agronegócio [destruidor
enquanto, nos tiraram as possibilidades de trabalhos criativos e autonomia
nos condenando ao sofrimento, envenenamento, servidão aos maridos e patrões.
- EM PONDEREMO-NOS!
E lutemos, resistamos, PRODUZAMOS!
lésbica, transexual, puta maltratada
cerceadas pela heteronormatividade de estruturas machistas
naturalizando a violência, o estupro, a morte!
enquanto, ainda somos criminalizadas pela roupa ou pelo enquadrante pudor
impondo-nos papéis de “moças”, “castas”, “santas", incapazes de sentir tesões.
- EMPONDEREMO-NOS!
E sejamos sujeitas da nossa SEXUALIDADE!
“gordas ”, com estrias, ou celulites
belezas reprimidas, encaixotadas e condicionadas a
[objetificação
reduzidas a padrões inatingíveis e dissociação entre o corpo e cabeça
enquanto, somos fetiches do capitalismo neoliberal e/ou, até, pelo amor
forjadas pelas lutas de classes (que tem gênero, cor e raça)!
- EMPONDEREMO-NOS!
Porque também somos sujeitas POLÍTICAS e seguiremos até que sejamos
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I
V
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E
S
(Jailma, Dezembro de 2013)
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