É fim de tarde, primeiros dias da recontagem do tempo. Tempo, tempo,
tempo! Palavra imbricada na vida, que, por vezes, é a única razão. Em muitos
lugares desse Brasil há fora, há pessoas que não estão bem, e de forma
singular, mulheres que não vivem bem, ou nem vivem.
Alternam-se entre as (in)constâncias, (in)seguranças, (in)definições e
tantos outros sentimentos e sensações, permeadas entre fixa debilidade da terra
e carência do mar.
Mães, filhas, avós... amigas, companheiras, deserdadas da terra, filhas
das putas, filhas das ruas... mulheres, que olham para vida, e sua única culpa
é, dolorosamente, serem mulher.
Muitas mul-heres.
Sofrem das mesmas condições, doações, ilusões... Marias Margaridas,
ferem-se.
Roses, Rosas, alimentam a casa, a nação e tesão do maridão (sem gozar),
mas para não ser culpada de procurar outras na contramão.
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Até quando, Marias? Não aguentamos mais essas agonias, psius,
disponibilidades e vida vão.
Resistimos, transgredimos, como putas somos tratadas, em “carne viva”
estão nossos braços que se movimentam, e sangram nossos corações.
(Era para ser um conto sobre mulheres, mas é realidade.)
(Era para ser um conto sobre mulheres, mas é realidade.)