e
s
s
a
n o i t e
antes de dormir, lembrei do poema que devo
aos meus braços, boca e cama [vazias]
tão somente envolvidas pelos lençóis e sonos vis
que dialogam com minha tranquila respiração ofegante
[abraçada, beijada, acariciada apenas pelo silêncio do escuro]
(?!)
n
o
i
t
e
d e s s a
antes de dormir, lembrei do poema que devo
ao meu ser arrebatado por dias cheios [de nadas]
violentador dos estados intimistas transgressores
afogador dos mais profundos mergulhos existencialistas!
[essência, demência, efervescência]
n s a n i e
e s s o t s
antes de dormir, lembrei do poema que devo
a coragem que me faltou ao amor [nas noites marcadas]
quando lançados os dados foram
forjado por subjetividades!
[conversas, risos, lutas]
.
.
.
antes de dormir, lembrei do poema que devo
ao tempo com quem troco confidencias [principalmente nas madrugadas]
à espera do sol e do passar dos dias sem razões
na contemplação das chamas que há de alguma forma queimar!
[eu-lírico-poesia-utopia]
(Jailma, 27 de Dezembro de 2013)
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