Insurgente
o calor, a dor e o
amor
que
de tão ternos
se
confundem com delírios
[flores vis].
o poema que precisava escrever
no teu corpo
quente
porém,
latente
dança nos intensos olhares,
em um envolvimento
choroso.
a
utopia de um outro mundo possível
angustia-se em
meio a dialética histórica
[ambições-maldições-furacões]
forjamos disputas
ideológicas em que o capital é inescrupuloso.
já não podemos – ver.
já não sentimos – ser.
já não ousamos – viver.
DEVANEIAMOS
O INSURGENTE!
quando o brilho dos olhos não bastarem
quando o valor de um abraço não for suficiente
quando a racionalidade estiver a serviço da
meritocracia
e a ternura já não se fizer presente!
DEVANEIAMOS
O INSURGENTE!
enquanto,
a mulher estuprada, for condenada
a camponesa, massacrada
a favelada, marginalizada
a índia e quilombola, dizimada
e o capital vigente for a condição de
“prosperidade”
DEVANEIAMOS
O INSURGENTE!
para que as crianças
tenham
existência
as e os sem terras
irmandade
o povo
humanidade
e a utopia
realidade.
DEVANEIAMOS
O INSURGENTE!
Jailma,
Mossoró, 20/02/2014.
Nenhum comentário:
Postar um comentário