en-frente,
nosso sertão tá quente
o sol está renitente
e a primavera é
a-tra-ente.
por aqui só há verão
e inverno [nem sempre],
mas nosso coração é valente
e pra nós a luta
é estação permanente!
os próximos ciclos históricos
nos exigirá disciplina consciente,
vamos em frente companheira
[liberta-se das panelas, seu lugar é com
a gente],
não desanime companheiro,
prepararemos as condições para
o ascenso das massas,
nossa tarefa tem que ser incansavelmente.
a conjuntura é cruel,
mas o Projeto Popular é nossa estratégia,
não podemos tirar de mente!
no nosso horizonte haverá flores
forjadas de sangue e suor do nosso POVO!
mesmo que pareça distante
nossa utopia já se faz presente,
morremos com a suplantação do velho
[mundo]
di-ar-i-a-mente
e nascemos com o que nos torna
novos homens e mulheres.
nossa mística é nosso pão,
o capitalismo neoliberal não entende
lutaremos até o fim,
um mundo melhor ficará para nossos
descendentes.
(Jailma, 12/10/14)

