segunda-feira, 13 de abril de 2015

un latinoamericano no muere

un latinoamericano no muere,
(re)nasce:
em fileiras que marcham
estrelas que brilham
nos ninguéns que suam
e utopias dos que se desafiam tecer novos dias.
- hasta siempre
Che, Simon Bolívar, Sandino, Zapata!

un latinoamericano no muere,
denuncia:
as veias abertas
as contradições/opressões do capitalismo-neoliberal-patriarcal
o massacre dos nossos povos
a violência no campo, becos, vielas...
o choro das crianças que vem e vão-se.
- hasta siempre
                       lutadores de Eldorado, Eduardo de Jesus, Cláudia Silva Ferreira, Vanessinha!

un latino-americano no muere,
levanta-te:
con las mujeres estupradas, violentadas, mercantilizadas...
que engrossam as barricadas e na luta tornam-se,
e trilham os áridos caminhos rumo a emancipação...
                - hasta siempre
                         Marias, Frida, Margarida Alves, Dandara, Aydée Santamaria, Zeferinas...!

un latinoamericano no muere,
                sangra!
nas veias que pulsam e não cicatrizaram,
com imperialismo que invade (insiste)
com o povo que não cessa (resiste)
nas madrugadas que erguem-se ocupações
e os dias forjam-se
[em organização-mobilização-(re)educação],
como gênero de tudo que impede
a comunidade, convivência igualitária e solidariedade entre os povos.
                - hasta siempre
                               Camilo Cinfuegos, Carlos Mariguella, Hugo Chávez, Roseli Nunes..!

un latinoamericano no muere nunca,
                anuncia:
la unidad de Latina America,
a (re)afirmação de nossas histórias,
a memória de nuestros pueblos oprimidos
[indígena, negro, camponês, proletariado]!
                     .
                     .
                     .
                celebra:
cada revolução como se fosse sua
no abraço e reconhecimento de cada vitória,
nos acertos, nos erros, nas contradições...
na utopia que faz caminhar.
com esse pueblo de carne e osso,
pés e mãos calejadas,
de várias cores, amores e ternura.
e queimam-se ante sul e sol
e ardem sob sul e sol
SO-CI-A-LIS-MO!
                hasta siempre
                               Eduardo Galeano!

(Jailma, 13/04/2015 – em dia triste, mas não sem ternura)


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