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domingo, 25 de maio de 2014

Frio da história

a história há frio...
que congelam corações
naturalizam a dor e a opressão
sem aparente razão.

a história faz um frio...
que construíram a propriedade privada
inventaram um tal de capital
e a mais-valia passa alimentar
o refrigerador imperial.

a história faz frio...
de nos colocar camisas neoliberais
das mais diferentes “marcas”,
[na classe trabalhadora]
“modelos”,
[de implantação de expropriação]
“estilos”,
[de invasão]
e a luta em descenso.

a história faz tanto frio...
congelando a função social da terra,
encastelando tetos,
mantendo o Estado no polo norte,
[as injustiças no polo sul]
e a burguesia entorpecida de sorvete
em suas estruturas.

a história faz sempre tanto frio...
que carecem de dados
sobre as e os que sempre tremeram!
mantendo acesa a utopia
em velas de luto,
no calor do companheirismo,
em poesia que aquece os ouvidos,
na mística dos corações,
nas chamas forjadas na luta
e no sonho da fogueira
da revolução.

(Jailma, 25 de Janeiro de 2014)

* Em dias de reflexão sobre a luta do povo. 

sábado, 8 de março de 2014

Devaneios Insurgentes

Insurgente
                o calor, a dor e o amor
                               que de tão ternos
                                               se confundem com delírios
                [flores vis].

o poema que precisava escrever
                no teu corpo quente
                               porém, latente
dança nos intensos olhares,
                em um envolvimento choroso.

                               a utopia de um outro mundo possível
                angustia-se em meio a dialética histórica
                               [ambições-maldições-furacões]
                forjamos disputas ideológicas em que o capital é inescrupuloso.

já não podemos – ver.
já não sentimos – ser.
já não ousamos – viver.

                DEVANEIAMOS O INSURGENTE!

quando o brilho dos olhos não bastarem
quando o valor de um abraço não for suficiente
quando a racionalidade estiver a serviço da meritocracia
e a ternura já não se fizer presente!
               
                DEVANEIAMOS O INSURGENTE! 

enquanto,
a mulher estuprada, for condenada
a camponesa, massacrada
a favelada, marginalizada
a índia e quilombola, dizimada
e o capital vigente for a condição de “prosperidade”

                DEVANEIAMOS O INSURGENTE!

para que as crianças
tenham existência
as e os sem terras
                irmandade
o povo
                humanidade
e a utopia
                realidade.

                DEVANEIAMOS O INSURGENTE!

Jailma,
Mossoró, 20/02/2014.